Reportagem do Estadão mostra que compartilhar música não afeta renda de artistas

Análise foi feita por Marcelo Branco, fundador do Projeto Software Livre Brasil e colaborador do caderno Radar Econômico

23/01/2013
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Reportagem do Estadão mostra que compartilhar música não afeta renda de artistas
Uma reportagem do jornal Estadão mostra que compartilhar música não afeta a renda de artistas. A conclusão é de Marcelo Branco, que é fundador do Projeto Software Livre Brasil e colaborador do caderno Radar Econômico.

Segundo ele, os ganhos da indústria fonográfica despencaram, em 10 anos, de US$ 26 bilhões para US$ 16 bilhões, e por isto representantes de gravadoras afirmam que o problema é a prática de baixar músicas gratuitamente através da internet.

Marcelo esclarece que baixar músicas e/ ou compartilhar não está matando a indústria fonográfica e nem diminuindo o ganho dos artistas. Ele comenta que nos últimos anos, diversos estudos comprovam que a questão é a incapacidade da indústria fonográfica de se adequar aos novos tempos.

Um dos estudos apontados na reportagem é o realizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres. Conforme Marcelo, a pesquisa mostra que a forma de proteção inadequada da propriedade intelectual nos tempos de internet é o que tem causado danos à indústria criativa da música.

Além disto, o estudo sugere que uma nova legislação de direito autoral deveria estimular a prática dos internautas, no lugar de reprimir. Marcelo também apresenta uma pesquisa publicada pelo jornal de Política e Economia da Universidade de Chicago, que desmente a afirmação de que compartilhar música pela internet está ‘roubando’ as gravadoras.

Na matéria, o colaborador do Estadão ainda destaca que a grande maioria dos artistas vive de apresentações ao vivo e quanto mais uma música é difundida pela internet e o artista é conhecido, mais shows e mais ingressos são vendidos.

Com profunda experiência na área de tecnologia, Marcelo Branco foi, por três anos, diretor geral da Campus Party Brasil, maior encontro de comunidades de internet do mundo. Nas últimas eleições presidenciais, ele coordenou a estratégia nas redes sociais da então candidata Dilma Rousseff, que foi eleita presidente do país.


Redação: Fátima Pires
Fonte: Estadão