Artistas internacionais entendem os benefícios do livre compartilhamento de músicas

Músicos de diversas partes do mundo defendem o compartilhamento de arquivos na Internet

23/01/2013
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Artistas internacionais entendem os benefícios do livre compartilhamento de músicas
Grandes nomes da música como Annie Lennox (vocalista do grupo Eurythmics), Robbie Williams e RadioHead, adeptos do grupo FAC (Featured Artists Coalition), parecem entender os benefícios que o livre compartilhamento de músicas traz para a promoção e marketing dos artistas.

O grupo FAC, que tem Nick Mason, do Pink Floyd como embaixador, é uma organização sem fins lucrativos que busca preservar os interesses dos próprios artistas, em meio a disputas comerciais da indústria fonográfica no contexto da era digital. Atualmente possui mais de 200 membros.

No Brasil, o assunto também gera repercussão. De um lado, as gravadoras que arrecadam com a propriedade intelectual dos artistas por meio das vendas de CDs e DVDs. Do outro, milhões de internautas clamando por democracia e os próprios artistas, que não concordam com a forma como são conduzidos os contratos com gravadoras e enxergam uma oportunidade melhor de autopromoção através da disponibilização dos arquivos na rede.

Em entrevista ao jornal espanhol El País, o ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, já se posicionou sobre os limites da internet. “Estão em jogo as liberdades em uma sociedade democrática. Essas sanções só poderiam ser tomadas no caso de um grande consenso social”, declarou Gil.


Confira depoimentos de artistas que defendem o compartilhamento livre de arquivos na internet, em matérias veiculadas no G1:


Paul McCartney (Beatles)
“Tivemos alguns problemas com o iTunes – bem, não com o iTunes exatamente, mas com a EMI”, disse o músico em entrevista ao semanário britânico “NME”. “Gostaríamos de ter nossas canções na internet porque essa é a forma pela qual muita gente procura música atualmente".

Tico Santa Cruz (Detonautas)
“Como músico acredito que a música é livre para as pessoas ouvirem da forma que quiserem. Agora, do lado de quem trabalha na indústria, tem que haver um meio termo para que as pessoas que trabalham e vivem da música possam ser recompensadas pelo seu trabalho. Afinal, a música surge de muito trabalho, que envolve muita gente. Mas qualquer visão radical me soa um pouco descabida. Acredito que essa questão devia ser levada ao público. As gravadoras têm que entender que a tecnologia chegou, a internet está aí, e não tem mais volta. Como músico, não sou contra as pessoas baixarem minhas músicas de graça. Eu mesmo já disponibilizei minha música de graça, mas tive que me entender depois com a minha gravadora”.

Edgard Scandurra (Ira!)
“Sou favorável ao download livre, mas acredito que deva ter autorização dos artistas e autores . Difícil de controlar. A juventude de hoje está super habituada a usar a internet. É uma pena que tenham que proibir. O ideal é que o artista assinasse um documento autorizando o uso de seu trabalho na internet. Sou favorável ao download por acreditar que funcionem como um cartão de visitas do artista. É até antipático tentarem limitar isso. Acho que seria justo ter uma autorização dos artistas, ter um certo controle disso. Ano a ano aumenta a quantidade de download pago. Às vezes até é cobrado um valor simbólico. Cabe o bom senso, de saber a hora de vender e a hora de ceder”.


Fontes: Dzaí, G1 Música e G1 Tecnologia
Redação: Bruno Kovalski
Tags: Notícia