Indústria fonográfica brasileira pode acabar com o compartilhamento na rede

Liberdade era para ser um fato, mas como vemos muito por aí, ela é deixada de lado e o que triunfa são os gigantes aglomerados comerciais que dominam o mundo do entretenimento.

28/01/2013
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Indústria fonográfica brasileira pode acabar com o compartilhamento na rede

Em 2005, no Brasil uma nova ferramenta foi criada utilizando a tecnologia P2P: O K-lite Nitro. Concebido por Luciano Cadari, propôs facilitar a transferência de dados a serem compartilhados, disseminando a informação e cultura.

Em 2008, o K-lite começou a sofrer represálias da indústria fonográfica brasileira. Consequentemente, a mesma entrou com uma ação na justiça, onde Cadari fora acusado de favorecer à pirataria, tirando dos internautas um dos maiores programas de divulgação e compartilhamento de imagens, videos, músicas entre outros que existiam na época.

Não podemos deixar que um programa pioneiro mantenha-se indisponível por “crimes” que a indústria fonográfica alega terem sido cometidos.

A Justiça do Paraná já está julgando o caso e logo deverá manifestar seu parecer, estabelecendo se o uso de programas P2P deve ou não ser considerado crime de favorecimento à pirataria, e é aí que mora o perigo. Essa situação poderá gerar uma reação em cadeia, abrindo margem para toda e qualquer censura decorrente de uma possível decisão favorável aos interesses dessas potências industriais.

Cabe a nós, usuários de uma das ferramentas mais importantes criadas pelo homem, lutarmos pela liberdade. Não somente a de compartilharmos nossos arquivos, mas a de nosso acesso ao conhecimento.